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Liga dos Combatentes


 

 








 

 

 

 

 








 
 

 

 

  Notícias

Cemitério de Richebourg


Numa rede social (Facebook) foram lidos alguns comentários acerca da situação de algumas cabeceiras de campas no Cemitério Português de Richebourg. As diversas diligências efectuadas pela Liga dos Combatentes para recuperar o Cemitério Português de Richebourg permitiram que nos últimos 10 anos nele tivessem sido realizadas obras de restauro, sendo recuperada toda a frontaria e pórtico daquele cemitério, tendo em passado recente sido recuperado novamente o pórtico de entrada e o altar votivo do cemitério, por apresentarem significativas alterações estruturais que urgia reparar, evitando assim a deterioração que ameaçava a sua estabilidade.


Estas obras de reparação, que orçaram na sua totalidade os 150 Mil €, foram imperativas realizar para garantirem a boa apresentação e conservação de um espaço de memória que apresentava à data um desagradável aspecto de degradação. Não tendo deixado nunca de preservar o arranjo e manutenção regular das campas, com recurso a uma empresa francesa, constata-se que as cabeceiras que as encimam têm vindo a apresentar sinais de evidente desgaste na pedra de que são constituídas, estando muitas delas a perder a legibilidade das inscrições que continham.

As condições meteorológicas adversas e o rigor da época invernosa, têm alterado progressivamente a estrutura da pedra de que foram talhadas as cabeceiras, desagregando-a progressivamente e não viabilizando que se efectuem pequenas acções de restauro nas cabeceiras [lápides], porque estas não aceitam já qualquer recuperação e carecem de substituição, ou de reparação de acordo com técnicas mais modernas, como aquelas que são recentemente praticadas em cemitérios militares de outros países e naquela área.

A Liga dos Combatentes encetou diligências para apurar os custos inerentes à requalificação daquelas cabeceiras, tornando legíveis e perenes as inscrições inicialmente gravadas nas “lápides” dos Combatentes identificados, apurando que o custo da obra a efectuar se cifra em quase Mil € por cabeceira reconstruída. Sendo que o número das campas de “Richebourg” é de 1831, das quais 241 respeitam a Combatentes não identificados, conforme consta do Livro do Serviço de Sepulturas de Guerra no Estrangeiro do Ministério da Guerra – 1937, conclui-se que a verba destinada a recuperar todas as cabeceiras e a transmitir ao espaço a uniformidade e dignidade que impõe, é demasiado elevada para poder ser equacionado o seu arranjo no curto prazo. Não serão descurados os cuidados para proporcionar o seu arranjo, por fases ou de uma assentada e logo que haja verba que o possibilitem.