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Liga dos Combatentes


 

 








 

 

 

 

 








 
 

 

 

  Notícias

Faleceu em 30 de Setembro o Capitão de Mar e Guerra Guilherme Alpoim Calvão, Sócio n.º 37.852 da Liga dos Combatentes


Faleceu em 30 de Setembro o Capitão-de-mar-e-guerra Guilherme Alpoim Calvão que era sócio da Liga dos Combatentes com o nº 37.852 desde 10 de Dezembro de 1965, quando ainda era jovem oficial da Armada, viria mesmo a assumir as funções de dirigente da Comissão Administrativa da Agência de Lisboa, como secretário, em 27 de Fevereiro de 1974. Do seu processo consta uma referência feita pelo então Presidente da Liga dos Combatentes o General Afonso Botelho, o qual, num almoço com combatentes belgas, franceses e italianos, felicita o Capitão tenente Alpoim Calvão, também presente, por no dia 10 de Junho desse ano ter sido condecorado com a Medalha de Valor Militar e promovido por distinção àquele posto.


As felicitações enviadas pela Liga, o então Capitão Tenente Alpoim Calvão responde dizendo, “aproveito o ensejo para desejar à nossa Liga todas as felicidades, no cumprimento da patriótica obra a que se tem dedicado”. São públicas as referências às excecionais qualidades militares reveladas no desempenho de múltiplas missões em campanha no teatro de operações da Guiné. A designação do atual posto que ostenta, Capitão-de-mar-e-guerra parece-nos uma boa síntese daquilo que foi a sua vida militar: verdadeiro Capitão de Mar e de Guerra. Dotado de vincada personalidade, inquebrantável firmeza nas suas decisões, elevada competência profissional revelou-se na maneira altamente eficiente como sempre planeou, preparou e executou as operações, conduzindo-se em combate com decisão coragem e serena energia, debaixo de fogo. Ao ser escolhido para o comando de operações específicas de alta responsabilidade houve-se de forma notável. A serenidade e sangue frio sempre em ambiente de risco da própria vida, foram exemplo de firmeza e bravura perante os homens que comandou. Não posso deixar de referir a sua participação na operação Mar Verde, nome de código do golpe de mão à capital da Guiné-Conacry que, embora não tivesse atingido todos os objetivos planeados, permitiu a libertação de todos os prisioneiros em poder do PAIGC e a destruição de alguns dos seus arsenais.

Amante da leitura, da música, onde a ópera assume lugar de destaque, do colecionismo diversificado da arte, aos automóveis, à pintura e outros, talvez pudéssemos afirmar que os temas preferidos da sua vida tenham sido a segurança em sentido amplo e a cultura musical e artística.
Foram-lhe atribuídas as seguintes condecorações:

    Oficial da Ordem Militar de Torre Espada, Valor Lealdade e Mérito, com palma,
    Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma
    Duas cruzes de guerra 1ª Classe
    Medalha de cruz de guerra coletiva de 1ª classe
    Medalha de Prata de Serviços Distintos
    Medalha de Mérito Militar 2ª classe
    Cavaleiro da Ordem Militar de Avis
    Medalha Militar de Promoção por distinção em combate
    Medalha da Ordem do Infante D. Henrique
    Mealha Militar de Comportamento Exemplar, esta recentemente atribuída

Este Combatente heroico desempenhou diversos cargos ao serviço da Marinha de que destacamos:

    Comandante do Destacamento de Fuzileiros especiais N.º 8
    Comandante das Instalações navais do Vale do Zebro
    Diretor de Instrução da Escola de Fuzileiros
    Comandante da Polícia Marítima
    Comandante do Comando Operacional N.º 3 na Guiné
    Chefe do Centro de Operações Especiais do Comandante Chefe da Guiné
    Diretor do Gabinete de Estudos de Guerra Subversiva

A Liga dos Combatentes apresenta aos seus familiares as mais sentidas condolências e honra-se de ter nas suas fileiras um distinto oficial que soube demonstrar reunir em alto grau requisitos e qualidades militares, provados em campanha que fizeram jus às muitas e diversas condecorações que lhe foram atribuídas sendo apontado como um oficial que honra a Armada Portuguesa e as Forças Armadas.