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Liga dos Combatentes


 

 








 

 

 

 

 








 
 

 

 

  Notícias

28ª Assembleia Geral da FMAC e Prémio "Reabilitation Prize"


31.08 a 04.09.2015 - Realizou-se entre 31 de Agosto e 4 de Setembro em Sopot na Polónia a 28ª Assembleia Geral da Federação Mundial de Antigos Combatentes. A delegação de Portugal que participou foi constituída pelo Presidente da Direção Central General Chito Rodrigues e pelo Vogal da Direcção Central Capitão-de-Mar e Guerra Filipe Macedo.


Estiveram presentes na reunião cerca de 200 delegados representando 45 países de todo o mundo (Europa, África, Américas, Asia/Pacifico e uma representação de mulheres combatentes).

A cerimónia de abertura teve a presença do Ministro do Departamento de Antigos Combatentes da Polónia que deu as boas vindas aos delegados presentes e fez votos de uma reunião bem-sucedida. Na sequência realizou-se uma cerimónia de homenagem aos mortos da Polónia na II Grande Guerra e a comemoração dos 35 anos da liberdade do país depois da revolta do sindicato Solidariedade de Lech Valesa.

Foi lida uma mensagem de felicitações do Secretário-Geral da ONU pela passagem do 65º aniversário da FMAC com votos duma Assembleia Geral cheia de sucessos. Discursou também o Presidente da FMAC em exercício o Sr. Jaques Goujat da França que disse estarmos chocados e profundamente tristes com a morte súbita do anterior Presidente General Datuk Hamid Ibrhim da Malásia. Disse que a Assembleia coincide com o 65º aniversário da organização e com o 70º aniversário do fim da II Grande Guerra e leu o credo da FMAC que diz que “Ninguém pode falar com mais eloquência da paz do que aqueles que lutaram nas guerras” para frisar que foi há 65 anos que um grupo de visionários decidiu unir esforços para que os que sofreram os horrores das guerras, quer lutassem lado a lado ou uns contra os outros, pudessem trabalhar em conjunto para um mundo melhor, dentro dos princípios da Carta das Nações Unidas e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, contribuindo assim para o tratamento das feridas da guerra e melhorando a qualidade de vida de todas as vítimas.

A Liga dos Combatentes fez a apresentação do seu Programa Cuidados de Saúde e do Centro de Apoio Médico, Psicológico e Social com os seus CAMPS e candidatou-se ao Prémio de Reabilitação que é anualmente entregue à Associação que melhores resultados apresente no Programa da FMAC – Apoio aos veteranos, tendo-lhe sido atribuído o referido prémio que foi recebido pelo Presidente da Liga perante toda a Assembleia.

Durante a Assembleia realizaram-se eleições para os diversos cargos da Organização passando o Comité Executivo a ser presidido pelo delegado da Noruega – Sr. Dan Viggo Bergtun.

Durante a reunião foram adotadas várias resoluções para serem presentes aos governos dos países representados relacionadas com assuntos dos antigos combatentes, nomeadamente:


  • Alteração ao Estatuto da FMAC relativa ao cargo de Secretário-geral que deve desempenhado por alguém com experiência e com um currículo a apreciar;
  • Melhoria dos cuidados médicos e sanitários aos antigos combatentes nos países menos desenvolvidos;
  • Providenciar ajuda aos antigos combatentes e vítimas da guerra com mais necessidades;
  • Acabar com a situação inumana das populações sequestradas nos campos do Sahara;
  • Acabar com os abusos que se verificam sobre as mulheres em todos os conflitos;
  • Combater o crime organizado;
  • Utilizar a experiência e as competências dos antigos combatentes para ajudar nos grandes desastres em todo o mundo;
  • Relações entre associações de combatentes e as gerações mais jovens;
  • Atualizar os sites da Internet da FMAC e de todas as associações membros;
  • Necessidade duma nova conferência internacional da FMAC sobre as consequências psicossociais e os problemas do stress traumático das guerras;
  • Troca de informações e de experiências entre as associações de antigos combatentes;
  • A Magna Carta dos direitos dos Deficientes militares;
  • Ajuda aos países africanos na sua luta contra o grupo terrorista Boko Haram;
  • Pôr fim ao conflito Israel-Palestina que dura desde 1948;
  • Para a proteção internacional do património mundial cultural e natural contra os novos perigos de destruição;
  • Para que a crise mundial e sobretudo na Europa não afete os direitos e as pensões dos antigos combatentes.