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Inauguração do Monumento de Homenagem aos Combatentes da Vila do Torrão


11.06.2016 - No passado dia 11 de Junho, foi inaugurado, na vila do Torrão, um Monumento de Homenagem aos Combatentes, naturais daquela Vila, que lutaram por Portugal, na Grande Guerra e Guerra do Ultramar, numa cerimónia promovida pela Junta de Freguesia do Torrão e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e da Liga dos Combatentes. O Monumento, Localizado no Jardim Público do Largo de S. Francisco, apesar da sua simplicidade formal, reveste-se de grande significado pela incorporação de materiais característicos da região alentejana, como sendo o tijolo, a pedra e o mármore. Trata-se de uma peça prismática retângular, com a face superior em mármore, na qual estão inscritos os nomes dos Combatentes falecidos ao serviço de Portugal.

A ideia da construção do Monumento era há muito acalentada pelo Sr. Baltazar da Silva, Secretário do Núcleo de Alcácer do Sal da LC, à qual a autarquia torranense acabou por dar tradução prática, tendo colaborado no desenvolvimento do projeto o Arqt.º Eduardo Varandas, vogal da Direção Central da Liga dos Combatentes.

A cerimónia iniciou-se com a celebração de uma Missa de Sufrágio pelos Combatentes falecidos, na Igreja de S. Francisco, celebrada pelo pároco local. Durante a homilia o celebrante abordou as dificuldades enfrentadas pelos Combatentes, durante os conflitos em que participaram, referindo que muitos deles sacrificaram a própria vida na defesa dos interesses do seu País.

Estiveram presentes nesta cerimónia várias autoridades civis e militares da vila do Torrão e do concelho de Alcácer do Sal, designadamente, o Presidente da Assembleia Municipal, Sr. António Balona; o Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Dr. Vítor Proença; o Presidente da Junta de Freguesia do Torrão, Prof. Virgílio Silva; o Vogal da Direção Central da Liga dos Combatentes, Arqt.º Eduardo Varandas; o Presidente do Núcleo de Alcácer do Sal da LC, Dr. José Racha; o Diretor do Jornal do Exército, Coronel Madaleno Geraldo; vereadores do município, representante da Delegação de Setúbal da ADFA, presidentes das juntas de freguesia do concelho; comandante do Posto da GNR, Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos do Torrão, muitos combatentes e população em geral. Depois da bênção do Monumento pelo pároco local, foram colocadas duas coroas de flores, em honra dos que tombaram em defesa da Pátria, junto à base do Monumento e guardado um minuto de silêncio.

Usaram da palavra o representante da Liga dos Combatentes, o Presidente da Junta de Freguesia e o Presidente da Câmara Municipal.

Na sua intervenção o Arqt.º Eduardo Varandas felicitou a Junta de Freguesia por ter tomado aquela feliz iniciativa, estabelecendo um paralelismo entre os que se bateram em África, durante a Grande Guerra e a Guerra do Ultramar, para enaltecer o esforço, dedicação e coragem de todos eles. Terminando por destacar que o sacrifício dos combatentes portugueses não foi em vão. A sua presença ficou indissociavelmente ligada ao legado da língua, como património do qual nos podemos orgulhar. O Prof. Virgílio Silva, fez um historial das diligências desenvolvidas para a construção do Monumento, enumerando as muitas dificuldades, que ao longo dos anos, houve da parte dos diversos executivos autárquicos, para a sua concretização, frisando que foi devido ao empenho e persistência do Sr. Baltazar da Silva e da colaboração do município alcacerense que ela chegou a bom porto. Comprometeu-se também a disponibilizar um espaço no cemitério local para a implementação de um talhão destinado aos Combatentes e atribuir o seu nome a uma artéria da toponímia local. Por último, da alocução do Dr. Vítor Proença há a destacar a homenagem devida aos combatentes, frisando que dois deles, cuja memória ali era evocada, tombaram em 1971 e 1972, a escassos anos do 25 de Abril de 1974. Elogiando a ação das Forças Armadas por terem posto fim a um conflito que causou tantos traumas e pesadelos na sociedade portuguesa.

A cerimónia teve a participação da Banda Filarmónica da Sociedade 1.º de Janeiro Torranense que, no início e final, executou dois temas musicais apropriados, contribuindo para a dignificação e solenidade daquele acontecimento.

Antes do almoço convívio, que se realizou num restaurante da localidade, teve lugar uma visita ao Museu Etnográfico, onde se encontra patente uma exposição alusiva à Grande Guerra e à Guerra do Ultramar. No decorrer da qual os visitantes foram presenteados com uma excelente atuação do Grupo Coral da Universidade Sénior do Torrão, através da notável interpretação, quer do poema O Mar Português, de Fernando Pessoa, quer do tema a Ceifeira, que a todos encantou.

As cerimónias militares de homenagem aos mortos foram prestadas por uma Força Militar do Regimento de Artilharia N.º 5 e um Clarim do Regimento de Bandas e Fanfarra, que desempenharam com aprumo e profissionalismo a função para que foram solicitados.