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Dia do Combatente -  99º Aniversário da Batalha de La Lys, 81ª Romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido


09.04.2017 - Como desde há mais de oitenta anos a Liga dos Combatentes (LC), assinalou o Dia do Combatente, no dia 9 do corrente mês de abril, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, evocando também, na mesma data, o 99º Aniversário da Batalha de La Lys e a 81ª romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido. De acordo com o programa estabelecido as cerimónias iniciaram-se com a concentração dos convidados junto ao Mosteiro, tendo sido presididas pelo Ministro da Defesa Nacional (MDN), Prof. Dr. Azeredo Lopes.


De seguida teve lugar a celebração Eucarística, pelo Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Manuel Linda, transmitida pela RTP. Na celebração foi evocada a memória dos Combatentes falecidos e, ao mesmo tempo, por coincidir com o domingo de Ramos, foi igualmente assinalada essa data importante do calendário litúrgico católico. A cerimónia militar contou com a participação da Banda da Força Aérea, o Estandarte Nacional e um Batalhão a Três Companhias, dos três Ramos das Forças Armadas. No seguimento da cerimónia militar teve lugar na Sala do Capítulo a deposição de flores e Homenagem aos Combatentes Mortos pela Pátria. Estiveram também presentes diversas autoridades civis e militares, muitos combatentes, seus familiares e público em geral.

Durante a Eucaristia, Sua Exª Reverendíssima proferiu uma homilia na qual recordando a Batalha de La Lys, evocou todos os combatentes vitimas dessa fatídica batalha tão marcante da participação portuguesa na Grande Guerra (GG).

No final da cerimónia religiosa, perante as Forças em Parada foram proferidas alocuções, pelo Presidente da Liga dos Combatentes e pelo Ministro da Defesa Nacional.

O General Chito Rodrigues agradeceu a presença do MDN, para a dado passo da sua alocução desenvolver o conceito de combatente por Portugal ao afirmar que isso se traduzia num conceito profundo e abrangente, confundindo-se com própria história de Portugal. Evocou as várias batalhas em que se bateram ao longo da nossa História, referindo que na estrutura das Forças Armadas, três figuras humanas se distinguiram, nas vitórias e nas derrotas, a saber: o soldado, o sargento e o capitão. Para depois enfatizar a figura deste ultimo que, como comandante de companhia, se tornou no elemento mais responsável em todas as suas vertentes (militar, logística e social). Evocou o nome do primeiro militar português caído na GG, o soldado António Gonçalves Curado, para depois recordar também o único militar português fuzilado, o soldado Ferreira de Almeida, cujo processo de reabilitação, promovido pela Liga dos Combatentes, se encontra pendente na Assembleia da República, para que num gesto de reconciliação e de magnanimidade seja absolvido a título póstumo.

Na sua intervenção o Ministro da Defesa Nacional, ao evocar a batalha de La Lys, afirmou que é um dever do Estado e uma atitude de humilde cidadania assinalar essa data. Mais adiante, com inspiração num texto da UNESCO, referiu que as guerras têm origem no espirito dos seres humanos e é também aí que devem ser erguidas as defesas da paz. Entre a Condição Militar de há cem anos e a atual, existe um elemento comum: a tenacidade e se for caso disso a hipótese de sacrifício da própria vida. Mas a preparação dos militares portugueses é agora mais completa, não estando os combatentes portugueses que participam nos diversos Teatros de Operações, desacompanhados como estiveram na GG. As capacidades dos nossos militares e do nosso sistema de armas são reconhecidas internacionalmente, desempenhando as Forças Armadas uma relevante função enquanto instrumento da política externa do Estado. A defesa nacional e as Forças Armadas existem para assegurar que Portugal se mantenha um Estado soberano, independente e seguro. Reforçou a ideia, que estavam ali para apoiar os combatentes que lutaram e lutam pela Pátria.

Houve depois lugar a uma cerimónia de imposição de condecorações, tendo sido agraciados pelo MDN, com a Medalha da Defesa Nacional três dirigentes da Liga dos Combatentes. Foram igualmente agraciados pelo Presidente da Liga dos Combatentes, acompanhado pelo Presidente da Mesa da Assembleia – Geral da LC, com a Medalha de Mérito da Liga dos Combatentes - Grau Ouro, quatro autarcas, sendo eles os Presidentes das Câmara Municipais de, Estremoz, Montijo, Macedo de Cavaleiros e Vila Nova de Foz Coa, bem como seis dirigentes da LC.

Terminada esta cerimónia teve lugar o desfile das Forças em Parada, perante a Tribuna de Honra, tendo integrado o desfile com os respetivos guiões 64 Núcleos da LC e 10 Associações de Combatentes. Seguidamente o MDN, e restantes convidados, visitou o Museu das Oferendas, onde Sua Ex.ª. assinou o Livro de Ouro da Liga dos Combatentes.

A cerimónia terminou na Sala do Capitulo. No início foi entoado o Hino da LC pelo Coro do Núcleo da Batalha, seguindo-se a deposição de flores com vinte e três participantes, entre Associações e entidades convidadas e as Honras Militares aos Mortos Caídos em Defesa da Pátria por uma Fanfarra do Exército, sendo encerrada com a Banda da Força Aérea a entoar o Hino Nacional.

A evocação desta data histórica terminou com o tradicional almoço de confraternização no Regimento de Artilharia 4, em Leiria.


Discurso do Presidente da LC