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Gala dos Combatentes


25.11.2017 - Foram três curtas horas de emoções fortes, aquelas que se viveram no Quartel das Artes em Oliveira do Bairro, no passado dia 25 de Novembro. Os espectadores que encheram o Quartel das Artes não terão dado pelo tempo a passar, tamanha foi a qualidade e a diversidade dos grupos e actuações apresentadas, numa GALA solidária cuja receita reverteu a favor dos Combatentes mais necessitados. Ainda nas escadas da cafeteria, os espectadores assistiam a “Estátuas vivas” e “Pregões” que recordavam tempos e trajes antigos, encenados pelo Grupo Cénico de Aveiro e Identidade Lusa de Oliveira do Bairro.


Até que soou o clarim num toque de reunir que encaminhou todos até ao auditório. As honras de abertura couberam à classe de ballet (juvenil) do Conservatório Artes e Comunicação de Oliveira do Bairro, que ao som do “Cantar de emigração” bailaram e fizeram baixar lagrimas de emoção nos olhos de quem as admirava. Estava dado o mote para uma noite de emoções fortes que Albano Jorge continuou com uma homenagem, delicada e terna à mãe, culminando com o poema” O menino de sua mãe”. O amor de mãe que seria exaltado em fado de Coimbra pela voz de Horácio Branco e a tertúlia Bairradina. E o fado continuou, agora contando a vida do soldado e as suas tribulações nas trincheiras, lembrando aos Combatentes as amarguras da guerra.

José Guerreiro e os seus guitarristas traziam ao palco do QA as “Canções da Guerra do Ultramar” memórias duras, que a música ajudava a atenuar. E as memórias reavivaram-se quando Carlos Pinto, combatente e pintor, cantou “ Mamãe”, a música que segundo o próprio, se ouvia por aquelas terras longínquas, dezenas de vezes ao dia. Depois de atingido o auge das emoções, a Gala alcançou um tom mais ligeiro com a actuação da Orquestra Desigual da Bairrada interpretando entre outros “Brilho Dental”  “Verdes Trigais em Flor” seguido por Albano Jorge, que no  “Fado falado” com uma garrafa na mão arrancou fortes gargalhadas na plateia. O Coral Caetanense recolocou a atenção e o silêncio na sala com versões bastantes originais de peças conhecidas como “Alleluja” e “Chuva”. Com tanto que já se havia visto e ouvido, mal o público sabia do que estava para vir. A música apoderou-se da alma de exímios instrumentistas da Banda Sanjoanense, dirigidos pelo maestro Arnaldo Costa interpretando “Colonel Bogey” “Amazin Grace” ”Lusitaniedades”. Começava definitivamente a fazer-se história no Quartel das Artes. Os sons, os ritmos soavam e ressoavam do palco ao balcão e a respiração ficou em suspenso quando a Hélia Castro se fez ouvir em “Mercê dillette amiche” e “Amor a Portugal”. A soprano bairradina levou os espectadores aos céus pelo som da sua voz e, quando parecia que nada mais surpreendente podia acontecer naquela noite, deu-se a aparição de Carlos Guilherme. O talentoso tenor, guiando a todos através de peças que aqui e ali se cantarolavam como “Sole e Mio” e “Granada”, marcava definitivamente uma noite de cultura em Oliveira do Bairro.

A “Gala dos Combatentes” terminaria com Hélia Castro e Carlos Guilherme em dueto, num medley poderoso do enigmático musical “O fantasma da Ópera” e “Lipen schweigen” fazendo de novo as lágrimas rolar no rosto dos espectadores. Noite sublime aquela que se viveu no dia 25 de Novembro e que decerto quem presenciou não esquecerá. Antes do final do espectáculo o Presidente da Liga dos Combatentes TenGen Joaquim Chito Rodrigues enalteceu o trabalho do núcleo de Oliveira do Bairro, agradecendo a Victor Pinto a sua dedicação aos combatentes e lembrou os “Combatentes”, aqueles a quem se dirige esta Gala mas que, pelo facto de serem doentes, estropiados, stressados ou carentes economicamente não puderam estar presentes. Terminou dizendo “aqui esta noite, também estão a ser enaltecidos os valores da Liga dos Combatentes através da cultura”. O espectáculo terminou com todos em palco cantando o Hino da Liga e finalizando com o Hino Nacional.