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  Eventos

152.º Aniversário do combate de Camerone


25.04.2015
- Vai comemorar-se junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, às 11h00, o 152.º Aniversário do combate de Camerone, com homenagem aos soldados da Legião Estrangeira mortos nos diferentes campos de batalha. A Legião Estrangeira Francesa é uma unidade militar da França, criada no século XIX, actualmente uma tropa de elite. É a mais famosa legião estrangeira ainda em operação no mundo. A sua função sempre foi a de defender os interesses da França junto às suas colónias na África, no oceano Pacífico, na América do Sul e no Caribe.



SOBRE A CAMPANHA DO MÉXICO (1863-1866)


Afirma-se que a participação da Legião na Campanha do México decorreu como punição a uma petição formulada pelos seus oficiais, dirigida ao ministro da Guerra. De qualquer modo, o regimento enviado desembarcou a 25 de Março de 1863, recebendo a missão de escoltar comboios de suprimentos entre Veracruz e Puebla. Foi neste contexto que a 3ª Companhia se cobriu de glória na chamada Batalha de Camarón, a 30 de abril. Posteriormente, o regimento deslocou-se para o interior, sendo reorganizado em quatro batalhões (1864). Em paralelo, o quartel-general da Legião foi transferido de Sidi Bel Abes para Aix-en-Provence, a fim de facilitar o recrutamento e o envio de reforços para o México. De dezembro de 1864 a fevereiro de 1865, as unidades do regimento participaram do cerco a Oaxacca.

A 3 de julho de 1866, as 3ª e 5ª Companhias do 4º Batalhão engajaram-se em um combate comparável ao de Camarón. Sob as ordens do capitão Frenet, cento e vinte e cinco legionários cercados na Hacienda de Incarnacion bateram-se durante quarenta e oito horas vitoriosamente contra uma força de mais de seiscentos mexicanos.

O acordo originalmente celebrado com o imperador Maximiliano do México estipulava que a Legião Estrangeira deveria ficar a serviço do México. Entretanto, como a campanha francesa naquele país se converteu num desastre, os sobreviventes retornaram à França. O total de perdas na campanha ascendeu a vinte e dois oficiais, trinta e dois suboficiais e quatrocentos e quatorze legionários.


SOBRE O COMBATE DE CAMARONE

Esta batalha feriu-se no início da Campanha do México, a 30 de abril de 1863. A 3.ª Companhia, composta por sessenta e dois soldados e três oficiais sob o comando do capitão Danjou, foi atacada por três batalhões mexicanos, compostos por infantaria e cavalaria, sob o comando de um coronel de nome Milan, forçando os legionários a se defenderem na Hacienda Camerone. Apesar de estarem em desvantagem, os legionários lutaram até ao fim, tendo resistido por dez horas e trinta minutos, tempo suficiente para que uma coluna de 60 carroças e 150 mulas com peças de artilharia, medicamentos, víveres e francos franceses, escoltada por duas outras companhias de legionários, chegasse até Puebla.

Percebendo que o comboio ia se distanciando Milan exclamou: "No son hombres, son demonios!" (Não são homens, são demônios!). Decididos a combater até ao fim, Danjou foi mortalmente ferido na cabeça (outras fontes sustentam que foi no peito), Vilain, que assumiu o comando, teve o mesmo fim, e quatro legionários executaram um último ataque a baioneta, sendo mortos. Restando apenas doze legionários, os mexicanos ofereceram-lhes nova oportunidade de rendição, que só foi aceita com a condição de poderem retornar à base com a sua bandeira e o corpo de Danjou. Milan concordou com os termos dos franceses.

Do lado mexicano pereceram trezentos homens. No dia seguinte quando os franceses foram enterrar os seus mortos, encontraram um legionário semi-vivo, um tambor de nome Lai, que tinha em seu corpo sete ferimentos a lança e dois a bala. Posteriormente Lai foi condecorado com a cruz da Legião de Honra, devendo-se a ele relatos sobre a batalha.

Em decorrência dessa batalha Napoleão III de França determinou inscrever na bandeira de todos os regimentos estrangeiros a inscrição "Camerone 1863". Todos os militares franceses passaram a fazer a apresentação de armas ao passar pelo local da batalha em gesto de homenagem. Em 1892 foi construído um monumento com uma inscrição em latim rezando: "Eles foram, aqui, menos de sessenta, opostos a todo um exército que lhes destruiu a vida antes que a coragem abandonasse seus soldados franceses".

A prótese de madeira da mão esquerda que o capitão Danjou usava, encontra-se atualmente no museu da Legião Estrangeira. Na festa em homenagem à batalha de Camerone ela é levada pelo oficial superior e passa diante de todos os soldados em formatura.

Wikipédia

de 23/04/2015 à 30/06/2017