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Liga dos Combatentes


 

 








 

 

 

 

 








 
 

 

 

  NÚCLEOS

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FUNCHAL

A fundação da Agência no Funchal nasce no inicio de 1935, fruto do contacto e posteriormente nomeação do Sr. Capitão Artilharia, Acácio Vidigal das Neves Castro, como delegado da Comissão Central Administrativa da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, o para desenvolver esforços no sentido de ser criada uma agência no Funchal, com a finalidade de suprir as dificuldades e as necessidades porque passavam os antigos Combatentes da Primeira Grande Guerra, naturais da Madeira. Foi notável a acção desenvolvida pelo Sr. Capitão Artilharia, Acácio Vidigal das Neves Castro, junto das várias Entidades Oficiais, face aos compromissos assumidos com a Comissão Central Administrativa da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, quer em relação às Entidades Oficiais no apoio de instalações, na cedência de obras literárias, jornais, revistas ou artigos de carácter militar, troféus e recordações de carácter militar de qualquer das campanhas em que o Exército e a Armada tomaram parte para dotar a biblioteca e o museu então criado, quer ainda nos contactos e divulgação junto dos Combatentes da Grande Guerra e na angariação de associados. A Agência do Funchal reuniu pela primeira vez a 8 de Março de 1935 pelas dezasseis horas e quinze minutos, na sua sede, sita no Forte de São Tiago e Quartel da Bateria de Artilharia de Defesa Móvel Nº. 4 à qual compareceram, os Oficiais abaixo indicados, que vieram a constituir a primeira Comissão Administrativa, bem como, diversas Entidades e muitos antigos Combatentes convocados para o efeito.

Capitão de Artilharia, Acácio Vidigal das Neves Castro; Tenente de Artilharia, David Gonçalves Sumares e Tenente de Infantaria Henrique Ernesto Teixeira Moniz.

Foi lido o Oficio Nº.478 de 13 de Fevereiro último da Comissão Central Administrativa da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, em que “concordava em absoluto em que a Comissão Administrativa da Agência do Funchal fique constituída com as individualidades acima mencionadas” que, posteriormente foram empossados nos respectivos cargos:

Presidente - Capitão de Artilharia, Acácio Vidigal das Neves Castro; Tesoureiro - Tenente de Artilharia, David Gonçalves Sumares e Secretário - Tenente de Infantaria Henrique Ernesto Teixeira Moniz.

De seguida, após ter sido elogiado o trabalho do Sr. Capitão Acácio Vidigal das Neves Castro, foi decido pela Comissão Administrativa, oficiar a Comissão Central Administrativa da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, prometendo todo o apoio leal e colaboração em todos os assuntos relativos à Liga dos Combatentes da Grande Guerra. Nesta primeira reunião o Presidente da Agência, fez um resumo das acções desenvolvidas anteriormente pelos Elementos da Comissão, nomeadamente em relação às diversas diligências com vista à sua fundação e simultaneamente, dar resposta aos vários pedidos de ajuda pelos Sócios Combatentes com maiores dificuldades.

Foi também dado a conhecer o texto dos Ofícios recebidos do Chefe do Distrito de Recrutamento da Madeira, Comandante do Batalhão Independente de Infantaria nº. 25, Governador Civil do Funchal, Comandante do Corpo de Policia, Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Comandante Militar da Madeira e presidente da Junta Geral do Funchal e da Comissão Central da Liga dos Combatentes, congratulando-se e agradecendo a criação da Agência do Funchal. Por fim, após tomada de posse, a Comissão Administrativa, iniciou a sua actividade no apoio aos antigos Combatentes da Grande Guerra, solicitando reuniões com diversas entidades para conseguir trabalho para os desempregados e concedendo subsídios aos mais necessitados. Por despacho de de 22 de Outubro de 1935, Sua Exª. o Ministro das Obras Públicas, autorizou do lançamento da primeira pedra para o monumento aos Mortos da Grande Guerra a erigir na futura Avenida Marginal. Em 11 de Novembro de 1935, foi lançada a primeira pedra do Monumento aos mortos da Primeira Grande Guerra, cujo projecto foi do escultor Francisco Franco. Compareceram à cerimónia, por convite, as autoridades civis e militares, corpo consular, Bispo do Funchal, magistratura judicial, comissões administrativas da Junta Geral e Câmara Municipal e demais entidades oficiais. Nesta mesma data, deslocou-se à cidade do Funchal um delegado da Comissão Central de Lisboa, onde fez entrega do Estandarte à Agência do Funchal. Mais tarde, a Comissão Administrativa, optou pelo projecto de Moreira Rato.

Em 05 de Junho de 1936, através do Oficio Nº. 261 da mesma data, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal do Funchal comunicou à Agencia do Funchal, ter concedido um terreno para duas campas no cemitério de São Martinho (Livro Nº. 1, Folha 143 da Câmara Municipal do Funchal) e respectiva isenção de quaisquer taxas, onde mais tarde foi construído um jazigo com nove gavetas, três das quais reservas a ossários. Em 01 de Fevereiro de 1947, através do Oficio Nº. 73 – Livro 58 da Câmara Municipal do Funchal comunicando que em reunião de 30 de Janeiro findo, resolveu autorizar a cedência do terreno à retaguarda do jazigo com capacidade para duas campas.

Nos primeiros dias de Janeiro de 1937 a Agência, deixou as instalações provisórias cedidas no Quartel da Bateria de Artilharia de Defesa Móvel Nº. 4 e instalou-se provisoriamente no Distrito de Recrutamento e Reserva da Madeira; Em Janeiro de 1947, a Agencia do Funchal, por despacho exarado, por Sua Exª. o Comandante Militar da Madeira, no Oficio Nº. 1/47 desta Agência, foi transferida, provisoriamente, para o Comando Militar, na Fortaleza de São Lourenço, conforme o Oficio Nº. 27F da Formação do Comando. Em Março de 1971, a Agencia do Funchal, deixou as instalações do Comando Militar no Palácio de São Lourenço e é transferida provisoriamente para o antigo Quartel do Colégio, sito à Rua do Castanheiro; Em Dezembro de 1974, a Agencia do Funchal, deixou as instalações do antigo Quartel do Colégio, sito à Rua do Castanheiro e é transferida provisoriamente para o Forte de São Tiago, que na altura de se encontrava desocupado; Em Novembro de 1977, a Agencia do Funchal, deixou as instalações provisórias no Forte de São Tiago e instala-se definitivamente nas actuais Instalações, em regime de arrendamento, situadas no centro da cidade, - Rua do Ribeirinho de Baixo, 33 B – 4º. Dtº., com uma área total de 140 m2, pertencentes ao Sr. Carlos Lopes, constituídas por: Uma Secretaria/Sala da Direcção, c/16,8 m2; Bar/Sala de Convívio/Biblioteca, com 110 m2 e Sanitários e telefones-

Em 2008, recebeu por cedência do Ministério da Defesa Nacional, as instalações do antigo Paiol Geral do Funchal, com um área aproximada de 3.300 m2 que se encontravam desactivadas, para adaptação a Sede do Núcleo onde já foram realizadas algumas Obras que permitem a realização de alguns Eventos particularmente de Convívios. Estas Instalações, hoje denominadas por “Casa do Combatente” encontram-se localizadas numa zona nobre da Cidade do Funchal (Sitio da Achada – Freguesia de São Pedro), onde decorrem algumas obras que, depois de concluídas em função do projecto de adaptação, permitem ao Núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes, possuir uma Sede que reúne todas as condições, nas várias vertentes, para apoio, aos Sócios da Liga dos Combatentes.