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Liga dos Combatentes


 

 








 

 

 

 

 








 
 

 

 

  NÚCLEOS

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GUARDA

Sendo o dia 28 de Agosto a data das comemorações deste Núcleo, leva-nos a pensar ter sido nesta data que o mesmo foi fundado. Pode não ser bem assim visto que recentemente durante o ano 2010, aquando da reorganização dos arquivos foram encontradas várias actas às quais foi atribuído o número 1 (um). Assim sendo e fazendo uma descrição cronológica das actas encontradas, notamos que:

Aos 13 dias (treze) do mês de Maio de 1924 foi elaborada a Acta Nº1 da Agência da Guarda onde pode ler-se que, em instalações provisórias (sala cedida pela unidade militar na altura aqui aquartelada RI 12) se reuniu uma comissão instaladora constituída por 7 (sete) oficiais, sendo o presidente o Sr. Coronel Gustavo d’Andrade Pissarra e como vogais os Srs. Major Alfredo Ferreira Gil; Capitão Loysik da Fonseca e Araújo; Capitão António Ribeiro de Almeida Abranches; Tenente Joaquim Lopes Craveiro, (actualmente existe a rua Tenente Joaquim Lopes Craveiro em sua homenagem), Tenente Jorge Correia de Figueiredo e Tenente Abel Antunes Teixeira.

Cerca de 1 (um) ano mais tarde a 27 de Fevereiro de 1925 existe uma nova acta nº 1 onde se lê que pelas 6H00 se reuniu a Assembleia Geral composta por 12 (doze) sócios a fim de elegerem os novos corpos gerentes para exercerem os cargos desse ano, tendo sido eleito como Presidente da Assembleia o Sr. Major Jerónimo Gonçalves Ribas; primeiro Secretário o Sr. Tenente José Luís Simão Saraiva (actualmente existe a rua Tenente José Luís Simão Saraiva, em sua homenagem) e segundo Secretário o Sr. Primeiro-sargento Mário de Matos Queiroz. Na Direcção como Presidente o Sr. Capitão Manuel Diogo da Silva Freire, Tesoureiro o Sr. Capitão José Joaquim Pinto Monteiro (actualmente existe a rua General Pinto Monteiro, em sua homenagem) e Secretário o Primeiro-sargento Justino Augusto Lopes Alexandrino. Todos tanto Assembleia como direcção foram eleitos por unanimidade, portanto 12 (doze) votos.

Em 03 de Março de 1925 encontramos uma notificação assinada pelos oficiais da Comissão instaladora, para que no dia 7 (sete) de Março de 1925 se reunissem pelas 14H00 a fim de darem posse aos novos corpos gerentes. Após estas nomeações notamos que embora não haja qualquer redacção em acta a Agência da Guarda nunca mais parou. Através de investigação feita na revista “A Guerra” logo na sua primeira edição faz referência á eleição atrás mencionada (pág. 18, nº 1, 1926). Relação de pensionistas (pág. 23, nº 3, 1926). Comemorações do aniversário da batalha de La Lys (pág. 10, nº 16, 1927) Comemorações do aniversário da batalha de La Lys (pág. 13, nº 29, 1928). Assembleia para exercício de funções para o período 1928-1929 (pág.18, nº 33, 1928).

Finalmente com a data de 28 (vinte e oito) de Agosto de 1930, por motivos que nos são alheios, mas supondo que por até essa data não haver livro de actas, pois as actas encontradas com datas anteriores a esta apareceram em folhas isoladas, surge mais uma vez a acta nº 1, com a Agência ainda a funcionar provisoriamente numa sala cedida pelo RI-12. Desde então essa acta devidamente lavrada em livro de actas sendo este o que ainda hoje está em uso. Foi também neste ano de 1930 que a Agência da Guarda passou a ter sede própria, instalações cedidas gratuitamente pela Câmara desta cidade, numa dependência do antigo Tribunal, hoje Paço da Cultura.

De 1930 em diante, julgamos que o Núcleo da Guarda sedimentou de uma vez por todas as suas actividades, tendo até hoje participado em inúmeras acções como o apoio prestado na formação de outros Núcleos de Vila Nova de Foz Côa e Sabugal, nunca perdendo o sentido do dever para o fim que foi criado e tem em conjunto com outras entidades locais a preservação do monumento aos mortos da Grande Guerra, um talhão com 21 sepulturas no cemitério desta cidade, 1 sepultura em Mangualde da Serra, 1 sepultura em Pêro Soares e 1 sepultura em Vila Fernando.

Como na altura em que se fez a anterior resenha histórica, não havendo conhecimento de outras actas, pensou-se ser 28 de Agosto a data da fundação do Núcleo, daí o facto de as comemorações se celebrarem nesse dia e como já se tornou tradição esta data prevalecerá. Actualmente a sede deste Núcleo situa-se mais ou menos no local onde pela primeira vez reuniu a comissão instaladora o que faz lembrar o adágio popular “O bom filho a casa torna”, zona nobre da cidade da Guarda, com uma magnífica vista sobre o jardim José de Lemos que é um dos cartões-de-visita desta cidade, as nossas instalações que fazem parte do antigo RI-12 são agora pertença do IPPAR, uma vez mais cedidas gratuitamente. Perante os factos será justo dizer que o Núcleo da Guarda faz parte dos pioneiros, o que nos honra bastante e é para nós um motivo de orgulho.

Para terminar esta viagem no tempo resta dizer a todos os que não conhecem a cidade da Guarda e o nosso Núcleo, assim que puderem passem por cá, além da enormíssima história desta cidade fundada por D. Sancho I á mais de 800 anos possui vistas maravilhosas, boa comida, a qualidade do ar já foi distinguida internacionalmente pela Federação Europeia de Bioclimatismo em 2002 com o título da primeira “Cidade Bioclimática Ibérica” e na certeza porém que será sempre muito bem recebido.