Bem-Vindo à Página Oficial da
Liga dos Combatentes


 

 








 

 

 

 

 








 
 

 

 

  NÚCLEOS

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

 

PINHEL

Ainda a Comissão organizadora da Liga dos Combatentes desenvolvia em Lisboa os procedimentos necessários à sua legalização e já o Núcleo de Pinhel iniciava funções, com uma direcção legalmente constituída. De facto, foi no belo edifício do Regimento de Infantaria nº 14, que no dia 1 de Dezembro de 1922, Manuel Augusto Ferreira Lima da Veiga, Coronel de Infantaria e delegado da então denominada Liga dos ex-combatentes da Grande Guerra, lavrou a acta nº 1, correspondente à eleição, por escolha, dos membros que deveriam constituir a direcção da primeira Sub-Agência do País da Liga dos Combatentes com a presença dos 26 sócios então inscritos e que pagavam quotas em valores que iam desde 50 centavos e 2 escudos e cinquenta centavos cada um. A Direcção ficou assim constituída:

  • Presidente: Coronel de Infantaria, Manuel Augusto Ferreira Lima da Veiga
  • Tesoureiro: Segundo-sargento miliciano, José Torres Lima
  • Secretário: Sargento-ajudante, Amílcar Afonso Pereira Camoezas

A sua sede ficou também instalada neste belo edifício, que na data albergava o Regimento de Infantaria nº 34 de onde partiram alguns militares que integravam o brilhante e muito heróico Batalhão expedicionário de infantaria nº 12 na Guarda, que tão valentemente se bateu na Flandres de martírio e também de glória, ao serviço dos aliados e da Pátria, durante os longos anos de 1917 e 1918,na 1ª Grande Guerra, sob o comando do Capitão Pimentel.

Daí a construção em frente ao mesmo edifício do monumento que para sempre irá recordar a todos os portugueses como esses soldados foram aguerridos e imponentes de bravura nos combates que travaram sob o comando do já referido capitão Pimentel e que lhe custaram 230 baixas entre mortos e feridos. O Núcleo de Pinhel esteve assim presente desde o início no apoio a todos esses valentes soldados regressados dos campos de batalha e que necessitavam de todo o apoio quer a nível monetário quer ainda a nível psicológico. E fê-lo durante longos anos em colaboração com a Direcção Central, prestando auxílio a vários combatentes. Eis um extracto publicado na imprensa da manhã do dia 27 de Agosto de 1921, e que justifica em pleno a criação da Liga dos Combatentes.

“Não é raro verem-se aí pelas ruas de Lisboa, inúmeros corpos mutilados pela granada cruel, faces macilentas e esgrovinhadas, onde se lêem os horrores da guerra, implorando uma esmola como lenitivo das privações que passam. Não sejamos ingratos a quem nos defendeu a honra e a vida.”

Ao longo de todos estes anos, ainda que com algumas intermitências, o núcleo de Pinhel tem feito jus ao seu pioneirismo e com o auxílio de todos os sócios, esperamos continuar ser activos nos nossos objectivos que são os mesmos da Liga.